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sábado, 31 de mayo de 2014

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Desde 1967, e por determinação do Concílio Vaticano II, a Igreja celebra cada ano, no Domingo antes do Pentecostes. o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Este ano, o papa Francisco enviou-nos a Mensagem com este tema: «A Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro.»

Desta bela e extensa Mensagem envio apenas DEZ pequenos apontamentos:

1. Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. 

A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres.

2. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

3. Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro?

4. Um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. 

5. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. 6. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas.

7. Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira.

8. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim?

9. Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria.

10. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. A revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.»

frei Acílio Mendes
Fraternidade dos Capuchinhos
Rua Nova do Tronco, 504

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